quinta-feira, 20 de junho de 2013

Sequência didática do texto Avestruz - Professora Ângela Liporoni Funes Flávio



Sequência didática do texto Avestruz -
Professora: Ângela Liporoni Funes Flávio

Antes da leitura

1)A partir do título “Avestruz”, qual o assunto provável que será abordado no texto?
2) Você conhece um avestruz? Onde  já viu um?
3) Qual o habitat adequado a um avestruz?
Durante a leitura
4)Qual é o significado de gigolô? E de TPM?
5) Quem participa desta história?
6) Quais as expressões de marcas temporais presentes no texto? Quando acontece?
7) Quais as marcas espaciais (de espaço/ de lugar) presentes no texto?Onde acontece?
8) Qual a relação entre a palavra perigosíssima e a abreviação TPM?
9) Você considera comum pedir um bichinho de estimação como presente de aniversário?
10) Em quais situações há presença de humor no texto?
11) Você já leu algum outro texto sobre avestruzes? Qual o tipo do texto?
12) O que você acha do pedido do menino?
Trabalhar a definição de crônica a partir das características reconhecidas e fornecidas pelos alunos. 

Após a leitura

Pesquisar em livros e na internet textos informativos e imagens sobre avestruzes.
Visitar a biblioteca para pesquisar livros de aves.
Criar um painel: Você sabia que...
Apresentar o jornal Clubinho ( do GCN) para saber mais sobre o animal.
Estabelecer relações entre a crônica e o texto informativo.
Produzir um texto informativo sobre avestruzes.

segunda-feira, 17 de junho de 2013

SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM CONTRUÍDA NO ENCONTRO PRESENCIAL

Texto: Avestruz
(Mario Prata)
Orientações:
COMO CRIAR SITUAÇÕES PARA LEITURA SIGNIFICATIVA? COMO DESENVOLVER HABILIDADES DE LEITURA NO CONTEXTO DO CURRICULO? O QUE É IMPORTANTE CONSIDERAR NA ABORDAGEM DE UM TEXTO?
Apresentação da atividade elaborada pelo grupo no encontro presencial:
Objetivos: Reconhecer as características da crônica narrativa.
Público Alvo: alunos do 6º ano.
Prática: Leitura de momento.
Roteiro de trabalho
·         Antes da leitura

1-      A partir do titulo Avestruz, qual assunto será abordado no texto?
2-      Você conhece um avestruz?
3-      Qual é o habitat adequado para o avestruz?

·         Durante a leitura

Proposta: Leitura feita pela professora.
4-  Identificar quais as palavras que vocês desconhecem do texto, e grifá-las.
Utilizar o dicionário construir um vocabulário das seguintes palavras:
·         TPM
·         Gigolô
·         Abominável
·         Atrofiadas

·         Depois da leitura
5- Quais a marcas temporais presentes no texto? Quando ele acontece?
6- Quem participa do texto?
7- Qual seria as marcas de espaço presentes no texto ( onde ele acontece?)
8- Qual o foco narrativo 1ª ou 3ª pessoa, quem conta a história?
9- O que você acha do pedido do menino?
10- Que outro tipo de texto poderia falar sobre o avestruz?

11- Avaliação
·         Será solicitado que os alunos produzem uma crônica, sobre um presente diferente.
·         Também sugiro que criem um painel no pátio da escola somente com curiosidades sobre o Avestruz, assim, todos os alunos da escola terão acesso a essas curiosidades e sobre o trabalho que foi desenvolvido.

BOM TRABALHO!!!

               Ana Flavia Baptista de Castro


Meu Primeiro Beijo

Antonio Barreto

É difícil acreditar, mas meu primeiro beijo foi num ônibus, na volta da escola. E sabem com quem? Com o Cultura Inútil! Pode? Até que foi legal. Nem eu nem ele sabíamos exatamente o que era "o beijo". Só de filme. Estávamos virgens nesse assunto, e morrendo de medo. Mas aprendemos. E foi assim...
Não sei se numa aula de Biologia ou de Química, o Culta tinha me mandado um dos seus milhares de bilhetinhos:
"Você é a glicose do meu metabolismo.
Te amo muito!
Paracelso"
E assinou com uma letrinha miúda: Paracelso. Paracelso era outro apelido dele. Assinou com letrinha tão minúscula que quase tive dó, tive pena, instinto maternal, coisas de mulher... E também não sei por que: resolvi dar uma chance pra ele, mesmo sem saber que tipo de lance ia rolar.
No dia seguinte, depois do inglês, pediu pra me acompanhar até em casa. No ônibus, veio com o seguinte papo:
- Um beijo pode deixar a gente exausto, sabia? - Fiz cara de desentendida.
Mas ele continuou:
- Dependendo do beijo, a gente põe em ação 29 músculos, consome cerca de 12 calorias e acelera o coração de 70 para 150 batidas por minuto. - Aí ele tomou coragem e pegou na minha mão. Mas continuou salivando seus perdigotos:
- A gente também gasta, na saliva, nada menos que 9 mg de água; 0,7 mg de albumina; 0,18 g de substâncias orgânica; 0,711 mg de matérias graxas; 0,45 mg de sais e pelo menos 250 bactérias...
Aí o bactéria falante aproximou o rosto do meu e, tremendo, tirou seus óculos, tirou os meus, e ficamos nos olhando, de pertinho. O bastante para que eu descobrisse que, sem os óculos, seus olhos eram bonitos e expressivos, azuis e brilhantes. E achei gostoso aquele calorzinho que envolvia o corpo da gente. Ele beijou a pontinha do meu nariz, fechei os olhos e senti sua respiração ofegante. Seus lábios tocaram os meus. Primeiro de leve, depois com mais força, e então nos abraçamos de bocas coladas, por alguns segundos.
E de repente o ônibus já havia chegado no ponto final e já tínhamos transposto , juntos, o abismo do primeiro beijo.
Desci, cheguei em casa, nos beijamos de novo no portão do prédio, e aí ficamos apaixonados por várias semanas. Até que o mundo rolou, as luas vieram e voltaram, o tempo se esqueceu do tempo, as contas de telefone aumentaram, depois diminuíram...e foi ficando nisso. Normal. Que nem meu primeiro beijo. Mas foi inesquecível!
BARRETO, Antonio. Meu primeiro beijo. Balada do primeiro amor. São Paulo: FTD, 1977. p. 134-6.
Extraído de http://portaldoprofessor.mec.gov.br/fichaTecnicaAula.html?aula=22430

ATIVIDADES DE SEQUÊNCIA DIDÁTICA PROPOSTAS PELO GRUPO:

* Este texto será trabalhado no 9º ano;
* Será uma leitura colaborativa;
 * O professor/a escreverá na lousa as respostas 

Antes da leitura do texto levantar as seguintes questões:
Ler o título e questionar:
1ª Qual será o assunto deste texto?;
Como será este beijo? (expectativas, descrição das personagens)

HABILIDADE: antecipação do tema ou ideia principal a partir dos elementos paratextuais, como título, subtítulo, epígrafe, prefácios, sumário.
Durante a leitura do texto levantar as seguintes questões:
Ler o primeiro parágrafo (“É difícil... e foi assim. ...”)
3ª Com a leitura deste pequeno trecho vocês continuam com as mesmas ideias?
Continuar a leitura até o seguinte trecho: (“... um beijo pode deixar...”) e ai questionar:
4ª Porque “ele” fez esta pergunta?:
5ª Porque ela não responde e faz cara desentendida (implícito)?;
HABILIDADE: confirmação ou retificação das antecipações ou expectativas de sentido criadas antes ou durante a leitura.
Continua a leitura até a seguinte parte (“... menos 250 bactérias...”)
6ª Responder aos supostos questionamentos dos alunos sobre o vocabulário científico presente neste parágrafo.
 HABILIDADE: construção do sentido global do texto.
Após a leitura do texto levantar as seguintes questões:
7ª Os questionamentos feitos antes da leitura se confirmaram com o término deste?
8ª Como foi o seu primeiro beijo? Foi semelhante ao deste texto, por quê?
9ª O que o texto traz que se difere do seu cotidiano? Por quê? Dê exemplos.
10ª Registro escrito conforme indicação do Profº Fernando. 

HABILIDADES: Utilização, em função da finalidade da leitura, do registro escrito para melhor compreensão; Troca de impressões a respeito do texto lido, fornecendo indicações para sustentação de sua leitura e acolhendo outras posições; 
Avaliação crítica do texto e da participação oral.

domingo, 16 de junho de 2013

HORA DA LEITURA

                             Sou Professora de Hora da Leitura a quatro anos e é com muito AMOR  que vou para a escola!
                             Procuro proporcionar a meus alunos (E.F.I.) momentos de prazer, compreensão, diversão, aprendizagens, questionamentos com a LEITURA, pois é sabido que a criança estimulada à LEITURA desde  tenra idade tem melhor rendimento escolar e social.

domingo, 9 de junho de 2013

Analfabetismo e letramento
Sou filha única de mãe solteira, mãe esta que estudou até a quarta série primaria (nos anos 60) e que é considerada nos dias atuais alfabética funcional, pois ela sabe escrever e ler, contudo não consegue compreender um texto maior que três linhas. Após meu nascimento ela somente trabalhou para me criar, neste tempo livro era um objeto de desejo que eu não podia nem sonhar em ter ou ler.
                Aos 6 anos uma das filhas do casal para quem minha mãe trabalhava como cozinheira conseguiu me matricular na escola dos sonhos" Fundação Educandário Pestalozzi unidade I" e lá sim tive oportunidade de sonhar em ler e ter livros. Até os quinze anos estudei nesta escola e é de lá com as mestres mais amorosas e dedicadas (tia Maria José e Tia Marleninha, Tia Auriluce entre outras) que aprendi a ler, escrever,  valorizar e divulgar a importância da leitura e da escrita.
             Confesso não ter sido a aluna nota 10, mas sempre me esforcei para ser melhor no que era solicitado. Após concluir o ensino fundamental nesta maravilhosa escola, fui estudar na escola estadual e conclui o colegial (ensino médio) e onze anos depois resolvi voltar a estudar e fui cursar letras na UNIFRAN (matutino), pois eu trabalhava tarde e noite,  quase tive um colapso mental, eu era a mais velha da sala e estava com muita dificuldade de acompanhar e turma, então perdi o trabalho e remanejei para o noturno e assim consegui concluir o curso e nestes três anos o prazer pelos estudos e por escrever foram fomentados noite e noite na universidade e fora dela.
             Com o advento do computador, hoje prefiro "escregitar (meu neologismo)" ou seja escrever digitando, pois venho perdendo a prática de escrever em folha, caderno, relatório etc a aproximadamente quatro anos e este fato esta me preocupando, porém não tenho feito muito para modificar esta postura.

sábado, 8 de junho de 2013

Esta sou eu, Ângela Liporoni Funes Flávio e minha mãe querida, Darcy.


Ângela Liporoni Funes Flávio
Meu depoimento sobre  a escrita.

                   Minha primeira experiência com a escrita aconteceu anteriormente à da leitura, com uma produção de textos na segunda série do primário, numa época em que se escrevia à vista de uma gravura ( estímulo visual), porém sem nenhuma leitura ou trabalho  anterior sobre o tema  (WARM-UP, oralidade e levantamento de conhecimentos prévios ). Apesar disto, fui iluminada pela criatividade nas  produções textuais: em uma delas havia escolhido ser um banco de praça, para que  aquelas  pessoas  que viessem até mim pudessem descansar à sombra de uma grande árvore; depois, em um novo texto, queria libertar os pássaros para que fossem livres e felizes.
                    Meu pai foi o meu grande incentivador, aquele que comemorava e valorizava cada uma das atividades escolares, talvez pelo sonho que tinha em estudar e não pôde: apenas concluiu a quarta série do primário. Sempre valorizou muito os estudos dos  quatro filhos e se sentia orgulhoso com o nosso avanço na escola. Além disso, gostava de contribuir com seus conhecimentos quando pedíamos ajuda. Nunca economizou com materiais escolares, numa época em que apenas a merenda era oferecida na escola estadual e todo o material, até os livros de literatura, tinham que ser adquiridos nas livrarias e tudo era muito caro e difícil. Porém, meu pai acreditava que o maior bem era o conhecimento, e assim, tudo o que fosse para ser usado na escola, ela comprava, e não se importava com o preço.
                         Certo dia cheguei em casa com uma proposta de produção de textos, e meu pai disse-me que para enriquecê-lo, eu poderia iniciá-lo assim: " Numa bela manhã de domingo em que o sol brilhava intensamente, os rouxinóis em coro entoavam suave melodia..." E assim, dei a continuidade ao meu texto do pássaro livre.
                        A professora leu  o texto todo e, de repente, disse para eu fosse até a diretoria e mostrasse meu caderno para a diretora. Atônita, peguei o caderno e fui até a diretoria. A diretora, Dona Conchieta, leu meu texto e me parabenizou pelo texto maravilhoso que havia escrito.
                       A partir de então, passei a escrever com maior entusiasmo e segurança.
                       Na escola onde trabalho, sempre sou convidada a escrever e opinar sobre textos escritos por alunos, professores e documentos oficiais, além de processos e projetos. Costumo fazer revisões quando necessário e também contribuo na produção dos documentos.
                      Na sala de aula tenho estimulado os alunos a produzirem crônicas narrativas para compormos um diário de adolescentes coletivo. Peço ao aluno para que se posicionem enquanto personagem do texto,  tornando-se protagonista como no caso da música Marvin, que transformamos em prosa. O aluno pode optar por ser Marvin ou a mãe dele no texto que irá produzir.


ANGELA LIPORONI FUNES
2/6/2013 16:45

http://efp-ava.cursos.educacao.sp.gov.br/p

Em relação à leitura, quando é possível, proporciono às minhas turmas uma viagem à Feira do Livro, em Ribeirão Preto, onde há apresentações teatrais, música, palestras com escritores, ônibus-biblioteca, teatro de bonecos e muito mais. A experiência é única, vejo de tudo acontecer : crianças lendo no ônibus, lendo na praça, lendo no chão, lendo nas árvores os livros ( ficam pendurados como frutos) e lendo, também, no nosso piquenique, pois levamos pães recheados ao Museu Histórico e do Café, e após a visita, sentamos debaixo das jaqueiras para comer e tomar um refrigerante .
Como é gratificante poder levá-los. Acredito que nunca se esquecerão dessas experiências.