sábado, 8 de junho de 2013
Ângela Liporoni Funes Flávio
Meu
depoimento sobre a escrita.
Minha primeira experiência com a escrita aconteceu anteriormente à da leitura,
com uma produção de textos na segunda série do primário, numa época em que se
escrevia à vista de uma gravura ( estímulo visual), porém sem nenhuma leitura
ou trabalho anterior sobre o tema (WARM-UP, oralidade e
levantamento de conhecimentos prévios ). Apesar disto, fui iluminada pela
criatividade nas produções textuais: em uma delas havia escolhido ser
um banco de praça, para que aquelas pessoas que viessem até
mim pudessem descansar à sombra de uma grande árvore; depois, em um novo texto,
queria libertar os pássaros para que fossem livres e felizes.
Meu pai foi o meu grande incentivador, aquele que comemorava e valorizava cada
uma das atividades escolares, talvez pelo sonho que tinha em estudar e não
pôde: apenas concluiu a quarta série do primário. Sempre valorizou muito os
estudos dos quatro filhos e se sentia orgulhoso com o nosso avanço na
escola. Além disso, gostava de contribuir com seus conhecimentos quando
pedíamos ajuda. Nunca economizou com materiais escolares, numa época em que
apenas a merenda era oferecida na escola estadual e todo o material, até os
livros de literatura, tinham que ser adquiridos nas livrarias e tudo era muito
caro e difícil. Porém, meu pai acreditava que o maior bem era o conhecimento, e
assim, tudo o que fosse para ser usado na escola, ela comprava, e não se importava
com o preço.
Certo dia cheguei em casa com uma proposta de produção de textos, e meu pai
disse-me que para enriquecê-lo, eu poderia iniciá-lo assim: " Numa bela
manhã de domingo em que o sol brilhava intensamente, os rouxinóis em coro
entoavam suave melodia..." E assim, dei a continuidade ao meu texto do
pássaro livre.
A professora leu o texto todo e, de repente, disse para eu fosse até a
diretoria e mostrasse meu caderno para a diretora. Atônita, peguei o caderno e
fui até a diretoria. A diretora, Dona Conchieta, leu meu texto e me parabenizou
pelo texto maravilhoso que havia escrito.
A partir de então, passei a escrever com maior entusiasmo e segurança.
Na escola onde trabalho, sempre sou convidada a escrever e opinar sobre textos
escritos por alunos, professores e documentos oficiais, além de processos e
projetos. Costumo fazer revisões quando necessário e também contribuo na
produção dos documentos.
Na sala de aula tenho estimulado os alunos a produzirem crônicas narrativas
para compormos um diário de adolescentes coletivo. Peço ao aluno para que se
posicionem enquanto personagem do texto, tornando-se protagonista como no
caso da música Marvin, que transformamos em prosa. O aluno pode optar por ser
Marvin ou a mãe dele no texto que irá produzir.
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ANGELA
LIPORONI FUNES
2/6/2013
16:45
Em
relação à leitura, quando é possível, proporciono às minhas turmas uma viagem
à Feira do Livro, em Ribeirão Preto, onde há apresentações teatrais,
música, palestras com escritores, ônibus-biblioteca, teatro de bonecos e
muito mais. A experiência é única, vejo de tudo acontecer : crianças lendo no
ônibus, lendo na praça, lendo no chão, lendo nas árvores os livros ( ficam
pendurados como frutos) e lendo, também, no nosso piquenique, pois levamos
pães recheados ao Museu Histórico e do Café, e após a visita, sentamos
debaixo das jaqueiras para comer e tomar um refrigerante .
Como é
gratificante poder levá-los. Acredito que nunca se esquecerão dessas
experiências.
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ANGELA
LIPORONI FUNES FLÁVIO
1/6/2013
15:28 - Editado(1/6/2013 15:49)
Meu
depoimento sobre a leitura.
Quando estava na quinta série foi que iniciei com as leituras dos romances na
escola, a professora Dona Anália teve uma ideia genial: líamos um livro por
semana, todos tínhamos um caderno brochurinha de perguntas
padronizadas, de modo que , a cada leitura, um fichamento deveria
ser realizado.E assim, ganhávamos um ponto para a nota a cada leitura.
Competíamos na quantidade de livros lidos e vou revelar que adorei a pergunta
final que a professora colocou em nosso caderno de leitura: Qual a mensagem
que o livro deixou para você ? Qual a lição de vida que você consegue extrair
do livro ? O que aprendeu com ele? Lembro-me de ter chorado ao ler o livro
"Tonico", da Coleção Vagalume, por identificar-me com o personagem
Tonico, menino carente que perde o pai e precisa trabalhar como
engraxate. O momento mais emocionate para mim foi quando sua mãe o
chama até o quarto para dar-lhe a notícia da morte do pai. Eu tinha muito
medo de perder meu pai, talvez por essa razão o livro tenha me marcado para a
vida toda.
Depois fiz a leitura do livro "Teu pai te ama", de Silvia Alves (
parece ser) e também fiquei muito tocada e emocionada com a relação de
amizade entre o pai e a filha num momento em que ninguém a compreendia,
apenas o pai esteve verdadeiramente ao seu lado. Também nesta leitura pude
identificar-me com a relação amistosa entre eu e meu pai. Ele sempre me
compreendia melhor e tinha paciência comigo: meu companheirão, herói e
verdadeiro amigo.
Lembro-me que o livro mais retirado da biblioteca era "Marcas de uma
lágrima", e eu nunca consegui pegá-lo na biblioteca. Todos amavam este
livro.
Ultimamente, na minha escola, tenho trabalhado textos de terror e suspense.
Lemos os livros da coleção Desventuras em série e assistimos ao filme . Numa
proposta sociointeracionista de escrita colaborativa e dialógica, eles se
sentam em dupla, produzem e corrigem os textos no Word com o meu
auxílio e mediação, com o objetivo de produzirmos nosso livro de narrativas
de terror e medo e disponibilizarmos na biblioteca para que todos possam ler.
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ANGELA
LIPORONI FUNES FLÁVIO
1/6/2013
15:28 - Editado(1/6/2013 15:49)
Meu
depoimento sobre a leitura.
Quando estava na quinta série foi que iniciei com as leituras dos romances na
escola, a professora Dona Anália teve uma ideia genial: líamos um livro por
semana, todos tínhamos um caderno brochurinha de perguntas
padronizadas, de modo que , a cada leitura, um fichamento deveria
ser realizado.E assim, ganhávamos um ponto para a nota a cada leitura.
Competíamos na quantidade de livros lidos e vou revelar que adorei a pergunta
final que a professora colocou em nosso caderno de leitura: Qual a mensagem
que o livro deixou para você ? Qual a lição de vida que você consegue extrair
do livro ? O que aprendeu com ele? Lembro-me de ter chorado ao ler o livro
"Tonico", da Coleção Vagalume, por identificar-me com o personagem
Tonico, menino carente que perde o pai e precisa trabalhar como
engraxate. O momento mais emocionate para mim foi quando sua mãe o
chama até o quarto para dar-lhe a notícia da morte do pai. Eu tinha muito
medo de perder meu pai, talvez por essa razão o livro tenha me marcado para a
vida toda.
Depois fiz a leitura do livro "Teu pai te ama", de Silvia Alves (
parece ser) e também fiquei muito tocada e emocionada com a relação de
amizade entre o pai e a filha num momento em que ninguém a compreendia,
apenas o pai esteve verdadeiramente ao seu lado. Também nesta leitura pude
identificar-me com a relação amistosa entre eu e meu pai. Ele sempre me
compreendia melhor e tinha paciência comigo: meu companheirão, herói e
verdadeiro amigo.
Lembro-me que o livro mais retirado da biblioteca era "Marcas de uma
lágrima", e eu nunca consegui pegá-lo na biblioteca. Todos amavam este
livro.
Ultimamente, na minha escola, tenho trabalhado textos de terror e suspense.
Lemos os livros da coleção Desventuras em série e assistimos ao filme . Numa
proposta sociointeracionista de escrita colaborativa e dialógica, eles se
sentam em dupla, produzem e corrigem os textos no Word com o meu
auxílio e mediação, com o objetivo de produzirmos nosso livro de narrativas
de terror e medo e disponibilizarmos na biblioteca para que todos possam ler.
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